António Zambujo



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Sobre ele, entre outras palavras lisonjeiras, Caetano Veloso escreveu: “Quero ouvir mais, mais vezes, mais fundo (…) É de arrepiar e fazer chorar”. Estes e muitos mais elogios são coisa costumeira e António Zambujo faz por merecer tudo o que de bom lhe é dito pelos pares, crítica e público.

Cresceu com o cante alentejano, fundindo-o de fado no seu timbre angelical, leve e muito líquido.

Antes dos discos e da fama mais, diríamos, indiscutível, passou pelo Clube do Fado, no bairro de Alfama, para, pouco depois, ser Francisco Cruz no musical Amália de La Féria. Foram 4 anos de enriquecimento e aprendizagem; e ali, em palco e com aquela personagem, Zambujo cresceu como artista, habituando-se às multidões e a oceanos de aplausos.

Em 2002 estreia-se com “O Mesmo Fado” e a sua carreira explode para as bocas do mundo.

Os concertos avolumam-se e toca, inclusive, além-fronteiras.

Dois anos depois, com “Por Meu Cante”, homenageia as raízes musicais da terra que o viu nascer.

Em 2006, a Fundação Amália Rodrigues concede-lhe o prémio Amália Rodrigues na categoria de “Melhor Intérprete Masculino de Fado”. Daí para cá, António Zambujo não mais parou de compor, tocar e editar, transformandose consensualmente num dos nomes maiores do fado e da canção portuguesas.

Vieram mais dois álbuns e muitas digressões nacionais e internacionais. Talento e génio são os constituintes artísticos maiores de Zambujo, elementos conquistadores que se apresentam dentro de melodias que encantam os amantes de muitos estilos musicais… do fado ao jazz, da world à mpb.

No ano passado escalou tops com “Quinto”, exponenciando o seu reportório para alturas atingíveis por poucos – raros. Multifacetado, viaja pela tradição com subtileza, segurando-se com elegância na contemporaneidade, sem olhares fechados no que a géneros diz respeito. Do alentejo para o mundo: António Zambujo.