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“A Guerra das Rosas”


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A partir dos nove anos de idade, começou por ouvir os “discos que tinha em casa”. De tanto ouvir Amália, Marceneiro, Maria Teresa de Noronha, Maurício, Lucília do Carmo, decidiu cantar em colectividades e em outros locais mais informais. Até à vitória no evento Grande Noite do Fado, em 1979, foi um pequeno passo. Depois desta participação gravou vários trabalhos e efetuou inúmeras apresentações públicas.

O percurso pelas Casas de Fado permitiu-lhe ouvir, cantar e conviver com os grandes vultos do universo do Fado. Esta circunstância foi de grande importância para a sua aprendizagem. A edição de «Uma noite de Fados», em 1995, elogiada pela crítica especializada, elegeu Camané como a voz mais representativa da nova geração do Fado, possibilitando o reconhecimento da qualidade do seu trabalho pelo grande público. Começou desde essa altura a ser solicitado para se apresentar em espetáculos por toda a Europa.

Em 2001, a voz da nova geração do Fado já estava absolutamente enraizada, num universo que claramente transcendia o meio do Fado: recebendo os mais reconhecidos prémios nacionais atribuídos a cantores.

A carreira de Camané parecia ter estabilizado num patamar raro para um intérprete português, com a gravação regular de discos, digressões nacionais e internacionais, e a atribuição regular de prémios.

O meio do Fado não lhe recusou celebrações, e em 2006 recebeu o Prémio Amália Rodrigues, para melhor intérprete masculino de Fado. Em 2011, aquando da sua estreia em Nova Iorque, mereceu rasgados louvores do New York Times.

O aclamado realizador espanhol Pedro Almodôvar chamou-lhe “a descoberta do fado no masculino”. O El País apelidou-o de “a grande voz de Portugal”.

É também de destacar a sua participação na banda sonora do filme-documentário “José e Pilar”, de Miguel Gonçalves Mendes, com o tema ”Já não estar” que integrou a lista de pré-seleção para os Óscares de 2011.

Todos os discos de Camané se têm tornado grandes sucessos, todos com características próprias e bem definidas. O mesmo acontece com “O Melhor | 1995-2013”, lançado em Abril. Esta compilação reúne os grandes clássicos da carreira do fadista, mas também traz três inéditos. Com entrada directa para o Top Nacional é um sucesso de vendas.

Em Maio passado, Camané recebeu ao lado do escritor e poeta Vasco Graça Moura, O Prémio Europa-David Mourão-Ferreira relativo aos anos 2010 e 2012 na categoria “Mito” que visa galardoar a carreira de uma personalidade eminente da cultura lusófona que se tenha distinguido no campo das letras e das artes. Como poucos sabe dar uma dimensão maior que a imaginada às palavras que interpreta e é isso que faz dele uma voz maior.