Carlos Leitão



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“Vivem Saudades de Ti”


carlosleitao.pt

 

Nasceu a 11 de Setembro de 1979, em Lisboa.

A apetência pelo Fado revela‐se cedo, herdada pelas mãos do avô paterno que tocava amadoramente curioso a sua requinta (guitarra portuguesa de menores dimensões), e pelo pai que fez do Fado companhia habitual, cantando, gostando e alimentando o gosto de Carlos ao longo dos anos.

Estreou‐se cedo a cantar, aos dez anos. Um ano depois venceu a Grande Noite do Fado, no Coliseu dos Recreios. Com o seu primeiro cachet, diz ao pai que quer comprar uma viola e rapidamente dá entrada na escola de música onde desenvolve a técnica e conhecimentos do instrumento que fez seu e que é hoje a base de tudo o que faz na música.

Na adolescência, descobre o gosto pela escrita, em grande parte, incutido pela mãe e por uma paixão intelectual e inspiradora que cedo ganhou pelo seu avô materno, Amadeu.

Aos 16 anos escreve as suas primeiras letras e músicas e, em 1997, grava o seu primeiro disco, com temas maioritariamente

escritos por si e pela sua mãe. Na mesma altura, entra na Escola Superior de Educação de Setúbal para o curso de Comunicação Social, paixão que nasceu ainda cedo nos seus horizontes profissionais.

O gosto pela escrita, pela leitura, pela história e pelo conhecimento traduzem‐se ao longo do curso num aproveitamento constante e acima da média. Em 2000, depois de passar pela rádio, começa a trabalhar como jornalista em imprensa.

Aos 24 anos “zanga‐se” com Lisboa, deixa o jornalismo, parte para o Alentejo e faz do berço dos seus pais a sua morada certa. O quarto de Arraiolos passa a ser a base de toda a sua construção intelectual: letras, músicas, sonhos e um livro sem data marcada para terminar.

Há dois anos, Carlos Leitão recebe o convite de Mário Pacheco para fazer parte da equipa do Clube de Fado, facto que acaba por ser determinante para novo regresso à cidade que o viu nascer… Hoje, a sua morada certa para o ouvir.

Finalmente, este ano, aceitou o convite lançado há seis anos por Custódio Castelo e lançou o álbum de estreia.

“Do Quarto” tem temas escritos pelo próprio, e também por Custódio Castelo.

“Do Quarto”

Acedeu ao desafio de Custódio Castelo, lançado há 6 anos.

Segundo Carlos Leitão, “gravar um disco nunca foi objectivo nem tão pouco obsessão enquanto músico. A ideia ganha forma com naturalidade, uma vez que sempre defendi faze‐‐‐lo, desde que fosse rodeado das pessoas que eu escolhesse, com as quais me identificasse.

O Custódio é uma espécie de minha alma gémea na música, que me compreende como poucos e que tira de mim aquilo que nem mesmo eu, muitas vezes, julgava ter”.

“Do Quarto” é composto por 14 temas escritos por Carlos Leitão, distribuídos maioritariamente por músicas suas, por três temas compostos por Custódio Castelo, não renegando, porém, as suas origens do fado tradicional.

Acompanhado pelas guitarras portuguesas de Custódio Castelo e Henrique Leitão, pelo contrabaixo de Carlos Menezes, e pela sua própria guitarra clássica, Carlos Leitão conta ainda com algumas participações especiais, nomeadamente Gisela João (fadista), Sónia Mendes (piano), Carlos Garcia (Guitarra Clássica) e o Grupo Etnográfico Cantares d’ Évora.

Com lançamento previsto para o final de Maio, “Do Quarto” é uma selecção daquilo que Carlos Leitão escreveu ao longo de anos e que, em boa hora, Custódio Castelo desafiou para colocar em disco. A genuinidade e a verdade são transversais a todos os temas de um disco onde se espraiam, eloquentes, a paixão, a melancolia, e um genuíno amor, sentimentos alimentados durante a sua vida, entre Lisboa e Alentejo.