Cidália Moreira



“O Ardinita”

Actriz, fadista portuguesa, também conhecida como a “fadista cigana”. Nascida em maus anos para a Europa, desde cedo assumiu a sua paixão pelo canto e pela dança e demonstrava-o nas festas da sua escola, onde sobressaía.

Aos 7 anos torna-se vocalista de um conjunto de animação de bailes, no qual se mantém até aos 14.

A sua família, ligada intimamente ao flamengo, nunca lhe negou o fado, e era nas patuscadas a que o pai, primo direito de Casimiro Ramos, a levava, onde cantava para mais público.

Já em 1973, ano de alguma agitação, parte para Lisboa e é no restaurante Viela, à Rua das Taipas, que se estreia profissionalmente. Integrou o elenco da casa dessa época, que contava com Beatriz Ferreira, Beatriz da Conceição e Berta Cardoso.

Cidália sobressaía pela garra e envolvência a cantar, e também pela dramatização.

Morena, cabelos muito compridos, não tardou a que a apelidassem de “A Cigana do Fado”.

Na mesma década, inicia uma produção discográfica intensa, gravando vários discos EP e LP.

Empreende-se então, a convite de várias instituições estrangeiras, em digressões que a levaram à França, Espanha, África do Sul, EUA e Canadá. Teve também êxito no Brasil, onde fica por quatro anos. É posteriormente convidada para representar no teatro de revista, destacando-se em revistas como “Cá Vamos Cantando e Rindo”, “Ora Bolas P´ró Pagode” e “Força, Força Camarada Zé”.

No teatro ABC canta, numa dessas revistas, um dos seus maiores êxitos “Lisboa Meu Amor”, que nunca chegou a ser gravado em disco. “Fado Errado” também foi um dos seus grandes êxitos.

“Odisseia” no Parque 2005 foi a sua última revista no Teatro Maria Vitória. É fadista privativa de uma das mais importantes casas de fado de Lisboa, Casa de Linhares (Bacalhau de Molho).