Cuca Roseta



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Por uma vez, é possível escrever ‘destino’, ‘alma’ e ‘verdade’ sem medo de exageros ou lugares-comuns quando se fala de fado. E quando se fala de Cuca Roseta.

O seu disco de estreia, em nome próprio, resume a história de alguém que sempre acreditou numa vontade maior do que ela e soube esperar.

Cuca Roseta sempre soube que era no fado que se iria encontrar. Apenas esperava o momento certo, os

cúmplices perfeitos. Aconteceu.

De um encontro fortuito (alguns dirão predestinado) com o músico, compositor e produtor argentino Gustavo Santaolalla – que já conta na bagagem com dois Óscares para Melhor Banda Sonora (Babel e Brokeback Mountain) nasceu este «caso de amor musical», nas palavras da própria fadista. Santaolalla, que terá ficado deslumbrado com uma actuação de Cuca, reconheceu na voz da fadista essa universalidade da alma, que não conhece língua ou fronteira. O convite foi imediato, e a proposta tão simples como ambiciosa: dar a conhecer a artista.

Mais do que um projecto musical, para Santaolalla era quase uma missão. E assim nasceu o primeiro disco.

Durante a gravação o produtor deu tempo e espaço para a voz de Cuca Roseta dizer a verdade que tem. O resultado é uma colecção de temas que, dos mais clássicos como “Rua do Capelão” ou “Marcha de Santo António”, até aos musicados como “Porque Voltas De Que Lei” (letra de Amália Rodrigues, colaboração do tanguero Cristobal Repetto e do próprio Gustavo Santaolalla) ou “Maré Viva” (poema de Rosa Lobato Faria vertido para castelhano), este é um testemunho verdadeiro de uma vocação. E ainda com a mais-valia de nos apresentar uma fadista dona das suas próprias palavras, como acontece em “Homem Português” ou “Nos Teus Braços”.

“Raíz” é o nome do seu segundo trabalho onde Cuca Roseta demonstra uma crescente maturidade e tem vindo a receber largos elogios da crítica especializada.